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Gestão Matricial de Despesas (GMD): Uma Abordagem Estratégica para Eficiência, Governança e Competitividade

  • Foto do escritor: Luis Valini Neto
    Luis Valini Neto
  • 27 de set
  • 4 min de leitura
Gestão Matricial de Despesas
Gestão Matricial de Despesas

1. Introdução

No ambiente corporativo contemporâneo, marcado por margens comprimidas, concorrência global e consumidores cada vez mais exigentes, gestão de despesas deixou de ser uma prática meramente operacional e passou a integrar o coração da estratégia empresarial.


A Gestão Matricial de Despesas (GMD) surge como um método estruturado para transformar gastos — muitas vezes vistos como um mal necessário — em uma ferramenta de eficiência e vantagem competitiva. A grande força da metodologia está em descentralizar a responsabilidade, trazendo para cada gestor o papel ativo de dono de seus pacotes de custos, enquanto mantém uma visão centralizada de governança e alinhamento estratégico.


2. O que é a Gestão Matricial de Despesas (GMD)

2.1 Origem e evolução

A GMD tem raízes na controladoria e nas metodologias de orçamento matricial aplicadas por multinacionais na década de 1980. No Brasil, sua popularização ocorreu no início dos anos 2000, com o avanço da profissionalização da gestão e da governança corporativa. Empresas que antes se limitavam a relatórios contábeis começaram a perceber que o verdadeiro diferencial estava na capacidade de controlar e otimizar o uso de recursos.


2.2 Diferenças entre GMD e métodos tradicionais

Nos modelos tradicionais, cada área controla seu centro de custo. Esse modelo gera fragmentação, dificulta a comparação entre setores e muitas vezes cria sobreposição de despesas.Já a GMD organiza gastos em pacotes horizontais, como energia, transporte, marketing, TI ou manutenção, atravessando todas as áreas da empresa. Isso permite análises comparativas (benchmarking interno), identificação de melhores práticas e criação de metas coletivas.


2.3 O conceito de visão matricial

A matriz se forma no cruzamento entre:

  • Centros de custo: representam “quem gasta”.

  • Pacotes de despesas: representam “o que se gasta”.

Essa estrutura permite que haja dois donos para cada gasto:

  1. O dono do pacote, responsável por definir diretrizes e buscar eficiência.

  2. O dono do centro de custo, responsável por executar no dia a dia.

O resultado é responsabilidade compartilhada, um dos maiores diferenciais da GMD.


3. Objetivos da GMD

3.1 Eficiência e controle de custos

A GMD busca reduzir desperdícios, otimizar contratos e criar políticas de uso mais eficientes.

3.2 Alinhamento entre estratégia e operação

Não basta cortar custos. É preciso alinhar despesas ao planejamento estratégico. A metodologia garante que os recursos sejam usados em prol dos objetivos corporativos.

3.3 Responsabilização e governança

Cada despesa tem um dono definido. Isso aumenta a accountability e reduz zonas cinzentas de responsabilidade.


4. Estrutura da GMD

4.1 Pacotes de despesas

Agrupam custos semelhantes de todas as áreas. Exemplos: energia elétrica, coleta de resíduos, dedetização, transporte, marketing, TI, manutenção.


4.2 Dono do pacote x dono do centro de custo

  • Dono do pacote: define políticas, negocia contratos, cria metas de eficiência.

  • Dono do centro de custo: controla a aplicação no dia a dia.


4.3 O funcionamento da matriz

O cruzamento garante que o dono do pacote defina políticas globais, enquanto cada centro de custo as aplica.


4.4 Exemplos práticos

No varejo, o pacote de “energia elétrica” pode ser comparado entre lojas para identificar desperdícios. Na indústria, o pacote de “manutenção” permite uniformizar contratos de fornecedores.


5. Benefícios da GMD

5.1 Eficiência operacional

A metodologia expõe redundâncias, negocia contratos em escala e elimina desperdícios ocultos.


5.2 Transparência

Permite compreender quem gasta, quanto gasta e por quê.


5.3 Cultura de disciplina

Transforma gestores em coproprietários das finanças.


5.4 Aumento da competitividade

Cada ganho operacional acumulado fortalece a margem de lucro e gera sustentabilidade financeira.


6. Desafios na implementação da GMD

6.1 Barreiras culturais

Muitos gestores resistem por receio de perda de autonomia.


6.2 Deficiências em dados

Sem sistemas confiáveis, as análises ficam enviesadas.


6.3 Complexidade organizacional

Empresas grandes exigem coordenação entre múltiplas áreas.


6.4 Foco no curto prazo

Se mal conduzida, a GMD pode priorizar cortes imediatos em detrimento da estratégia de longo prazo.


7. Etapas para implantação da GMD

  1. Diagnóstico inicial – mapeamento de despesas e gargalos.

  2. Estruturação dos pacotes – agrupamento homogêneo de custos.

  3. Designação de responsabilidades – definição clara de donos.

  4. Implantação de indicadores – métricas claras e comparativas.

  5. Governança periódica – reuniões e análises críticas.

  6. Ajustes contínuos – aprendizado organizacional constante.


8. Exemplos práticos de aplicação setorial

8.1 Supermercados

Pacotes de perdas de inventário, higiene, dedetização e energia elétrica.

8.2 Indústrias

Manutenção preventiva, embalagens, logística, contratos de insumos.

8.3 Serviços e saúde

Contratos terceirizados de limpeza, segurança, TI e facilities.

8.4 Construção civil e energia

Pacotes de equipamentos, transportes e fornecedores terceirizados.


9. Indicadores de desempenho aplicados à GMD

  • Operacionais: custo por m², por colaborador, por cliente atendido.

  • Comparativos: benchmarking interno entre unidades.

  • Estratégicos: impacto da eficiência no EBITDA e no ROI.


10. Papel dos gestores

  • Dono do pacote: visão horizontal, busca eficiência e melhores práticas.

  • Dono do centro de custo: execução disciplinada e controle diário.

  • Alta gestão: patrocínio, incentivo cultural e monitoramento estratégico.


11. GMD e tecnologia

  • BI e dashboards: transformam dados em insights visuais.

  • Integração com ERP: garante confiabilidade e automação.

  • Inteligência Artificial: permite prever variações e recomendar ações.


12. GMD e governança corporativa

A GMD fortalece a transparência, compliance e ética corporativa, criando trilhas de auditoria e facilitando prestação de contas a investidores e stakeholders.


13. Casos de sucesso

  • Supermercados: redução de 5% em perdas operacionais.

  • Indústrias: renegociação de contratos de energia com economia de 12%.

  • Serviços: racionalização de contratos terceirizados com redução de 18%.


14. Resumo dos principais pontos

  • A GMD combina centros de custo (quem gasta) e pacotes (o que se gasta).

  • Cria donos claros para cada despesa, fortalecendo a governança.

  • Melhora eficiência, reduz desperdícios e aumenta margens.

  • Exige tecnologia, disciplina e mudança cultural.

  • Pode ser aplicada em qualquer setor da economia.


15. Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A GMD é só para empresas grandes?Não. Pequenas e médias empresas podem aplicar com pacotes simplificados.

2. Quanto tempo leva a implantação?De 3 a 12 meses, variando conforme porte e maturidade da empresa.

3. Preciso de software específico?Não é obrigatório, mas sistemas de BI aceleram resultados.

4. A GMD substitui o orçamento?Não. Ela complementa e enriquece o orçamento tradicional.

5. A GMD significa corte de pessoas?Não. O foco é eficiência em despesas, não redução de quadro.


16. Referências bibliográficas

  • PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: Um Enfoque em Sistema de Informação Contábil. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

  • MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2018.

  • SLOMSKI, Valmor. Controladoria e Gestão: Teoria e Prática. São Paulo: Atlas, 2012.

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