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O que é uma Aquisição Horizontal?

Atualizado: 11 de jun. de 2023


aquisição horizontal
 

No mundo dos negócios, frequentemente os termos fusão e aquisição acabam gerando certa confusão e são mal compreendidos. Assim, dentro da própria definição de aquisição, também existe uma divisão clara entre horizontal e vertical que precisa ser compreendida.


Para entender a estratégia de aquisição horizontal, é preciso, primeiramente, que se entenda o significado do termo “Aquisição”, que é, a compra de uma empresa por outra geralmente maior, que vai se beneficiar de melhores recursos para conquistar a sua expansão. Neste processo a empresa adquirida pode ser absorvida pela compradora ou administrada como subsidiária.


Aquisição Horizontal: o que é?

Uma aquisição horizontal, também conhecida como fusão horizontal ou integração horizontal, é uma estratégia de compra e venda de empresas que envolve uma ou mais organizações, onde a compradora pode assumir o controle ou estabelecer um processo de fusão com outra que atua no mesmo setor e está no mesmo estágio de produção.


Estratégia

Essa estratégia de negócio é utilizada por uma empresa que busca crescimento por meio de aquisições. A maioria das fusões ocorre em indústrias altamente concentradas, onde menos empresas competem, e as sinergias são favoráveis. Como as duas empresas competem no mesmo estágio da cadeia de suprimentos, elas são capazes de desenvolver economias de escala combinando operações. No longo prazo, eles são capazes de aumentar sua participação no mercado e reduzir seus custos marginais. Além disso, elas podem oferecer uma gama mais ampla de produtos para seus clientes sem ter que investir em novos recursos.

Vantagens

Há uma variedade de vantagens para aquisições horizontais, dentre eles temos:

  • Assumir o portfólio de produtos da empresa adquirida fortalecendo seu portfólio produtos atual e aumentando a gama de produtos a serem oferecida a seus clientes;

  • Aumentar o alcance mercadológico, pois, através desta estratégia, poderá alcançar novos mercados e clientes até então não atendidos;

  • Agregar tecnologia desenvolvida pela empresa adquirida;

  • Melhoria no processo de distribuição, especificamente se as empresas fundidas mantiverem bases de clientes estabelecidas em diferentes locais geográficos;

  • Ampliar o leque de territórios que podem ser cobertos muitas vezes leva a novas oportunidades de marketing e receita, além de aumentar a probabilidade de novos consumidores serem atraídos;

  • Redução da concorrência, podendo contribuir para aumentar a participação de mercado;

  • Redução de custos e despesas fixas possibilitando um possível aumento de resultados da nova empresa;

  • Devido a maior participação de mercado poderá ter um controle maior sobre os preços;

  • Aumento da economia de escala;

  • Aumento do poder de barganha com fornecedores;

  • Embora nem todas as fusões horizontais sejam realizadas entre as empresas concorrentes, pois a natureza da aquisição significa que as empresas operam no mesmo espaço de mercado, a concorrência está quase sempre presente e geralmente reduzida quando as duas ou mais empresas se fundem. Caso a aquisição de uma empresa por outra forme um monopólio, a criação desta nova empresa poderá sofrer retaliações da legislação antitruste de cada país.

Desvantagens

Sinergias com outras empresas nem sempre produzem o valor agregado esperado para a organização como:

  • Implicações legais. A integração horizontal pode levar a um monopólio que é desanimador para muitos governos devido à falta de concorrência de outras organizações;

  • Flexibilidade reduzida. Grandes empresas são mais difíceis de gerenciar, pois são menos flexíveis na introdução de novos produtos ao mercado;

  • Potenciais problemas com cultura organizacional e estilos de liderança ao mesclar empresas


Exemplo

Uma possível fusão entre a McDonalds e Burger King seria uma das fusões do século. Ambas as empresas competem no mesmo setor, e a combinação criaria uma nova empresa maior, com maior participação de mercado. Além disso, como as duas empresas têm operações muito semelhantes, uma integração horizontal permitiria que elas reduzissem seus custos.


Leis antitruste (Monopólio)


As leis antitruste, em um sentido amplo, são projetadas para impedir que as empresas usem táticas sujas para formar monopólios e controlar grandes partes do mercado. No Brasil a lei que rege este tema é a (Lei 12.529/11), que teve um papel fundamental na consolidação dos órgãos de controle e fiscalização das relações concorrenciais no Brasil, sobretudo do Cade. Esta lei contribuiu para esclarecer as condições em que as empresas precisam submeter suas operações aos órgãos reguladores.

Basicamente, as leis antitruste procuram estabelecer uma competição de mercado equilibrada, mantendo uma economia de mercado livre impedindo que uma ou mais grandes empresas dominem o mercado.


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